Inspeções de Pontes da Vale em Marabá (PA)

mar 12, 2020 | Artigos

Desde ano passado, nossa equipe da Engenharia está envolvida em serviços na região de Marabá (PA). O alvo do trabalho são duas pontes da Vale. Uma fica sobre o rio Tocantins. Outra, sobre o Rio Jacundá.

A Ponte rodoferroviária sobre o Rio Tocantins com seus 2.340 m de extensão é a principal ligação entre o centro de Marabá e os distritos periféricos. Além disso, a ponte é atravessada, na sua parte central, pela Estrada de Ferro Carajás, que atende ao transporte de cargas e passageiros entre os estados do Pará e Maranhão.

Na ponte, estão sendo executados serviços de inspeção detalhada conforme a ABNT NBR 9452 – Inspeção de Pontes, Viadutos, Passarelas de Concreto – Procedimentos, bem como a inspeção de sua estrutura metálica, considerando ensaios não destrutivos e destrutivos. Dois pontos de destaque nesse trabalho são a utilização de drones e a modelagem 3D. Os drones, veículos não tripulados, são estratégicos para o início dos trabalhos, uma vez que permitem um primeiro mapeamento de anomalias através de fotos. Assim, é possível selecionar os pontos que precisam ser investigados mais a fundo. Contratamos a empresa Dronus, que utilizou drones do tipo Phantom e Matrice. Este último foi essencial, pois tem a capacidade de acessar a parte inferior do tabuleiro. Os resultados das inspeções em campo e por drones estão sendo modelados em 3D com o uso do software Revit para mostrar graficamente a situação da obra.

A Ponte Ferroviária sobre o rio Jacundá fica próxima à área de reserva indígena Mãe Terra. Essa ponte também é atravessada pela Estrada de Ferro Carajás. A obra possui uma estrutura em concreto armado com aproximadamente 180 metros de extensão que foi alvo de uma explosão intencional em meados de 2016. No ano seguinte, ela foi reparada e reforçada estruturalmente.

Nessa ponte, o escopo se baseia na execução de instrumentação, modelagem numérica da estrutura por elementos finitos, análise e interpretação dos resultados da instrumentação e do modelo numérico, com o objetivo de se definir a integridade estrutural, vida útil remanescente e coeficiente de segurança de cada elemento estrutural para o carregamento atual e projetado da Ponte. Para facilitar o acesso para a colagem dos extensômetros, a solução foi a contratação e treinamento de alpinistas.

Conforme conta a Coordenadora do Trabalho, Daniela David, foram muitos desafios a serem superados, mas com o apoio de toda a equipe e com a busca por soluções inovadoras, está sendo possível desenvolver um trabalho com resultados consistentes e que facilitará o planejamento e execução de novos serviços.